PERGUNTAMOS: ONDE ESTÁ DEUS? ELE ESTÁ EM NÓS!

Toda a comunidade de Israel partiu do deserto de Sim, andando de um lugar para outro, conforme a ordem do Senhor. Acamparam em Refidim, mas lá não havia água para beber. Por essa razão queixaram-se a Moisés e exigiram: “Dê-nos água para beber”. Ele respondeu: “Por que se queixam a mim? Por que colocam o Senhor à prova?” (Êxodo 17:1,2)

O povo hebreu saiu do Egito devido suas súplicas a Deus para liberta-los da escravidão imposta por faraó. Durante 400 anos eles oraram pedindo que os libertasse e assim aconteceu. Eles pediram liberdade e Deus os libertou. Mas o Senhor tinha planos melhores do que esse, não queria somente a liberdade, mas lhes dar uma terra prometida, um lugar prospero e abundante para suas vidas.

Quando se pede algo a Deus, ele concede o que lhe está pedindo (desde que seja justo e reto, e não vise o mal do próximo) e lhe oferece algo maior ainda. Mas para alcançar essa benção superior é necessário passar por um período de deserto (dependência de Deus), sendo assim obterá algo melhor. Então, se tem uma benção inicial e uma benção final, entre elas à necessidade de aprender sobre dependência e relacionamento com o Senhor.

Muitos começam a sua trajetória cristã através de uma benção que Deus lhe concedeu mediante a Graça (favor imerecido). Após isso, a pessoa reconhece que foi Deus o provedor e Dele há um convite a viver mais e receber uma benção maior e melhor: uma vida sem cargas e pesos, transformação, paz do Espírito e salvação para sua alma. A segunda benção é um pacote de vantagens de vida que não se esperava receber, mas para isso é necessário aprender a depender dele e viver no deserto, ou seja, passar dificuldades e apertos em prol de algo maior. Esse período de deserto passamos em comunidade: a igreja.

O problema ocorre quando se esquece do que está fazendo e para onde estão indo, então começamos a “queixar” de Deus e proferimos ofensas a Ele.

Mas o povo estava sedento e reclamou a Moisés: “Por que você nos tirou do Egito? Foi para matar de sede a nós, aos nossos filhos e aos nossos rebanhos? ” (Êxodo 17:3O)

Às vezes estou em casa sem fazer nada e deito no sofá. Minha esposa vem e diz: “Não tem ninguém para lavar essas louças não, por isso estão todas sujas” ou “Parece que não mora ninguém nessa casa porque a pia está toda suja”. Então retruco: “Você pode falar de uma forma diferente, tipo, amor pode vir lavar as louças. ” A maneira como é falado faz toda a diferença, a primeira parece uma acusação, a segunda é uma conversa.

O povo não falou com Deus, mas o acusou de tentar mata-los no deserto. Eles poderiam pedir a Deus, mas preferiram ataca-lo com palavras.

Peçam, e lhes será dado; busquem, e encontrarão; batam, e a porta lhes será aberta. Pois todo o que pede, recebe; o que busca, encontra; e àquele que bate, a porta será aberta. (Mateus 7:7,8)

O segredo da oração é saber pedir, não murmurar ou reclamar. Quem bate na porta será atendido, quem busca encontra, mas quem ataca Deus o ofende. Eles estavam reclamando dele sem ao menos pedir.

Respondeu-lhe o Senhor: “Passe à frente do povo. Leve com você algumas das autoridades de Israel, tenha na mão a vara com a qual você feriu o Nilo e vá adiante.
(Êxodo 17:5)

Estranhamente Deus atende as reclamações do povo e pede que Moisés suba a rocha com testemunhas.

Eu estarei à sua espera no alto da rocha que está em Horebe. Bata na rocha, e dela sairá água para o povo beber”. Assim fez Moisés, à vista das autoridades de Israel. (Êxodo 17:6)

Moisés bateu na rocha e dela saiu água. A Rocha é Cristo e ele foi ferido. Representativamente, o povo conseguiu algo porque feriu a Deus. Na segunda vez que o povo precisa de água, Deus manda Moisés falar com a rocha e não a ferir. O segredo era só falar com ela, mas não precisava ofender ou atacar.

Algumas pessoas ferem a Deus para conseguir o que quer. São filhos mimados que atacam o próprio pai para ter seus desejos carnais atendidos. Tem muita gente colocando o dedo na cara de Deus e dizendo o que quer. Eles alcançam o seu pedido, mas não agradam a Deus e tão pouco viverão a vida eterna. O deserto é um tempo de aproximação com o divino, mas esse convívio deve ser bom para ambos os lados, alguns são filhos agressivos com o pai e só sabem pedir e mandar, esses são imaturos para receber o Reino de Deus. Esses já estão recebendo a sua herança antecipadamente semelhante ao filho pródigo.

Pois todo o que pede, recebe; o que busca, encontra; e àquele que bate, a porta será aberta. (Lucas 11:9,10)

O segredo sempre foi pedir. Não é mandar ou exigir, não é determinar ou emburrar, mas somente pedir.

E chamou aquele lugar Massá e Meribá, porque ali os israelitas reclamaram e puseram o Senhor à prova, dizendo: “O Senhor está entre nós, ou não? ” (Êxodo 17:6)

O questionamento do povo estava: “Deus não está entre nós? ” Eles não conseguiam ver o milagre do Maná ou da travessia do mar vermelho como cuidados de Deus, por isso reclamavam. É quando não conseguimos entender que estamos sendo supridos e bem alimentados por Deus e isso já é um milagre. Mas o ser humano sempre quer mais, quer carro novo, casa nova, mais bens e quando não tem, ataca a Deus por isso.

De onde vêm as guerras e contendas que há entre vocês? Não vêm das paixões que guerreiam dentro de vocês? Vocês cobiçam coisas, e não as têm; matam e invejam, mas não conseguem obter o que desejam. Vocês vivem a lutar e a fazer guerras. Não têm, porque não pedem. (Tiago 4:1,2)

Após esse momento, os amalequitas, povo contrário aos hebreus, atacam no deserto.

Sucedeu que os amalequitas vieram atacar os israelitas em Refidim. (Êxodo 17:8)

Josué desce com seu exército para guerrear.

Josué foi então lutar contra os amalequitas, conforme Moisés tinha ordenado. Moisés, Arão e Hur, porém, subiram ao alto da colina. Enquanto Moisés mantinha as mãos erguidas, os israelitas venciam; quando, porém, as abaixava, os amalequitas venciam. Quando as mãos de Moisés já estavam cansadas, eles pegaram uma pedra e a colocaram debaixo dele, para que nela se assentasse. Arão e Hur mantinham erguidas as mãos de Moisés, um de cada lado, de modo que as mãos permaneceram firmes até o pôr-do-sol. (Êxodo 17:10-12)

Enquanto Josué guerreava, Moisés intercedia por eles. Enquanto as mãos do profeta estavam estendidas para o alto, Josué ganhava a batalha, quando abaixavam, ele perdia. A batalha acontecia no âmbito físico e espiritual, ou seja, precisava agir e ao mesmo tempo interceder. Era necessário “pedir ao Senhor” e lutar ao mesmo tempo, só assim alcançaram a vitória.

Moisés cansou, mas Josué não. A batalha espiritual era mais ferrenha do que a física. Josué era fortalecido pelo poder da intercessão. Através das mãos estendidas de Moisés o exército hebreu recebia força e animo para guerrear.

Moisés construiu um altar e chamou-lhe “o Senhor é minha bandeira”. (Êxodo 17:15)

Após a vitória foi dito: JEOVA NISSI. Ou seja, O Senhor é minha bandeira. O sentido seria: nós somos o povo de Deus, aqueles que carregam a marca do Senhor.

O povo questionava onde estava Deus, se ele estaria entre eles. No episódio do mar vermelho, Deus entre eles e o fez sozinho. Foi Deus que abriu o mar vermelho. Mas agora nesse ataque dos amalequitas, Deus usa o seu povo para vencer a batalha. Ele está neles. Deus pode fazer algo ou usar-nos para realizar. Eles estavam questionando onde Deus estava? Ele estava muito próximo, estava neles. Deus quer nos usar para realizar seus planos, somos instrumentos na mão Dele.

 

 

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